segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Por que eu amo a segunda-feira?

Hoje eu realmente amo as “segundas-feiras”. Mas não foi sempre assim. Como a esmagadora maioria das pessoas, a segunda-feira pra mim sempre teve cara de fim do descanso, fim da alegria, hora de começar tudo de novo, dar início à rotina de trabalho, arregaçar as mangas, colocar a vida em dia.

Por muitos anos, ser dona-de-casa e acordar às segundas-feiras era sinônimo de se deparar com a realidade da casa completamente em desordem, camas desfeitas, roupas espalhadas por toda parte (ainda mais quando se tem crianças pequenas), louça na pia, brinquedos pelo chão, livros sobre a mesa, enfim, uma casa normal num dia de caos!

Graças a Deus e sua bondade, e talvez por conta da maturidade que vamos adquirindo ao longo da vida, minha visão sobre esse primeiro dia da semana tem ganho outras cores. Passei a me perguntar o que realmente está por trás de toda essa confusão, de todas essas pequenas coisas fora do lugar, que vão tomando conta dos espaços do meu refúgio, do meu abrigo, que embora singelo, recebe de braços abertos e o coração agigantado, as melhores dádivas da vida.
Encontrar meu lar, doce lar, em total e completa desordem, é sinal de que os últimos dias da semana foram cheios de emoções, de idas e vindas, de crianças correndo pra todo lado, de comida gostosa, de reunir familiares e amigos que tanto amamos, que carregamos no peito com um amor que chega a doer...
Acordar às segundas, pra mim, tem sabor de alegria misturada com saudade, tem gosto de vida intensa, de vida cheia, de momentos graciosos e imerecidos, de gratidão.


E hoje estou assim, olhando pra todos os cômodos da casa como se fossem partes do meu coração, um lugar onde aconchego lembranças que jamais cairão no esquecimento. Posso dizer, sem reservas, que a segunda-feira perdeu seu posto de vilã, pra se tornar um dos melhores dias da minha semana! Que ela se multiplique por muitos e muitos anos e seja celebrada como fruto de memoráveis e emocionantes dias felizes!

sábado, 25 de julho de 2015

O dia em que caí nas profundezas da Educação Domiciliar

A sensação é exatamente essa: a de mergulhar em águas profundas. Nunca imaginei que, que beirandos 40, fosse aprender tanto quanto nos últimos meses. Tudo começou no dia em que resolvi dar um pouquinho mais de atenção ao que eu já conhecia apenas de ouvir falar: Homeschooling.

Muito popular em diversos países desenvolvidos do Ocidente, o Homeschooling, que nada mais é do que Educação Domiciliar, sempre foi algo marginalizado e até mesmo passível de penalidades em nosso país. Ao que parece, com a graça de Deus, já temos obtido algum avanço no que tange a essa prática, e que deve, em especial, à diligência de muitos pais que vêm lutando para resgatar esse que é um direito das famílias, o de ter o prazer e a honra de educar seus filhos pessoalmente, e em casa.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quando meu filho não quer ser quem ele é...

 Uma reflexão sobre conflito de identidade de gênero.

Recentemente, a revista brasileira Nova Escola, publicou uma matéria trazendo na capa a foto de um menino de apenas cinco anos usando vestido e acessórios de princesa. Sob o título: “Educação sexual: precisamos falar sobre Romeo...”,  a reportagem queria mostrar que casos como esses são comuns ao contexto escolar e que nem sempre pais e educadores estão preparados para lidar com a situação. O que mais causa espanto é o fato de a revista chamar a atenção para a necessidade de se aceitar com naturalidade esse tipo de comportamento, sem levar em conta, por exemplo, o fato desse menino ter em sua casa, um guarda-roupa com mais de cem vestidos! Tal abordagem revela exatamente como funciona o pensamento de nossa época a respeito de um assunto tão delicado e ao mesmo tempo tão importante, e que precisa ser discutido.