sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Operação Miqueias

    Esse é o nome da operação realizada pela polícia federal brasileira para investigar quadrilhas de colarinho branco e farda preta acusados de lavagem de dinheiro e, pasme se puder, má gestão do bem público.

 Os números são assustadores: 75 mandados de busca, 22 prisões temporárias envolvendo 11 estados (chocante), saques totalizando 300 milhões de reais em menos de 2 anos.
 Claro que não há novidade: congressistas corruptos mancomunados com policiais oportunistas sempre dá nisso, e infelizmente, nós brasileiros, já não nos espantamos tanto assim.
 Uma coisa, porém, apesar dessa sujeira corriqueira toda, me chamou a atenção. O jornalista Alexandre Garcia, em seu editorial apresentado no Bom Dia Brasil (20/09/13), fez questão de destacar o nome dado a essa investigação: “Operação Miqueias”. Ele não se esquivou de explicar o porquê desse nome ter sido escolhido, e qual não foi minha surpresa ao saber que o motivo tinha a ver com denúncias datadas há mais de 2500 anos. Se você pensou que isso tem algo a ver com a Bíblia, acertou. O nome foi escolhido por causa do profeta Miqueias, um homem convocado pelo próprio Deus justamente para trazer à tona as vergonhosas ações dos governantes de sua época.  

 Algumas constatações gritam diante do quadro:
1.      A corrupção é intrínseca ao ser humano.
2.     Só é possível combatê-la na presença de absolutos.
3.      A verdade só tem uma fonte: Deus.

 Sim. O relativismo espanou. A pós-modernidade está com seus dias contados. O discurso politicamente correto de que todos os seres vivos são iguais está sucumbindo ao inconformismo de ver seres humanos serem tratados como gado. Vide estações de trem, seca no sertão, 60 municípios de um mesmo estado sem maternidade. O Brasil abraçou com tanta força essa cosmovisão mundana e promiscua de que cada um tem a sua própria verdade que braços e pernas se fraturaram, tendões se romperam.
 Mais uma vez a voz que clama em meio ao árido deserto diz: “a verdade vos libertará”. Só é preciso encontrá-la. Uma pista? “Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Qual é o seu chamado?

  Devo dizer que tenho me impressionado muito com o número de mulheres que tem esquecido ou simplesmente ignorado qual é o seu real chamado como servas de Deus.

A filosofia pós-moderna, que legitima o fato de cada um ter sua própria verdade e portanto todos estariam isentos de julgamento por suas escolhas, é uma falácia que tem permeando a mentalidade de muitas mulheres cristãs.
Não é pequeno o número de mulheres em nossas igrejas que, vislumbradas pelo status de se realizarem como intelectuais ou profissionais bem sucedidas, tem mirado com olhos diminutos o papel de esposas, mães e gestoras de seus lares.
A pergunta que me vem à mente é: por que tantas mulheres em nossos dias têm crido na mentira de que para serem reconhecidas, para se sentirem importantes, devem estar inseridas no mercado de trabalho ou dedicarem boa parte de seu tempo ao meio acadêmico?
Não há nada de errado em buscar conhecimento. Muito pelo contrário, a carreira cristã requer de nós avidez pelo saber, pelo entendimento das verdades que provém de Deus, e por vezes podemos enriquecer nosso relacionamento com ele observando suas características manifestas através das mais variadas expressões culturais, da filosofia, da ciência, das artes. Além disso, não há nada de pecaminoso em servir a Deus profissionalmente, já que ele dotou a mulher com as mesmas capacidades intelectuais que o homem e, portanto, ela está totalmente habilitada para desenvolver essa área.
A grande questão é que nossa sociedade nos tem bombardeado com a ideia de que cuidar da casa e da família, garantido pessoalmente a educação dos nossos filhos é algo desprezível e que não requer nenhum esforço intelectual! Essa é uma outra grande mentira a qual nós mulheres temos sido expostas e que muitas vezes temos dificuldade em resistir.
Um dos principais fatores que reforçam esse pensamento tem a ver com o fato de que nossa sociedade vive um feminismo extremado. Somos fruto de uma geração que vem sendo ensinada a olhar com olhos críticos e distorcidos uma tarefa que o próprio Deus considera nobre e digna. É triste perceber que há um anseio no coração de muitas mulheres por assumir um papel que não lhes cabe, de não aceitar qual é o seu real chamado. A verdade é que o reconhecimento social e a elevação da autoestima que isso proporciona concorrem com a suposta simplicidade da vida comum do lar.
Ocorre que a “vida comum” do lar não é algo simples como se julga. Afinal, é preciso conviver intensivamente com outras pessoas, distintas em seu temperamento, gostos pessoais, humor, sensibilidade e que carregam um mundo particular. Essa convivência exige idoneidade, estratégias, habilidades que, se bem trabalhadas, tornam esse ambiente familiar um rico universo.
Então vem um questionamento: será que realmente temos a dimensão do que seja formar um ser humano?
Formar um ser-humano não é simplesmente amamentar, providenciar as refeições, levar e buscar na escola e ajudar na lição de casa! Formar um ser humano é ter a consciência de que aquele bebê que o próprio Deus confiou às suas mãos não é simplesmente uma criança que possui somente necessidades físicas e intelectuais. Aquele serzinho, que também é dotado de espírito, pertence única e exclusivamente a Deus, pois ele é quem é o Autor da Vida e foi ele pessoalmente quem confiou esse filho a você! Aquela criança que saiu do seu ventre não é sua criança, mas é a criança de Deus e você vai precisar prestas contas dela ao Autor da vida dela!
O próprio Deus nos dá o privilégio de sermos não só testemunhas como também partícipes do desenvolvimento de um ser humano, um indivíduo completo em todas as suas peculiaridades, alguém impar, absolutamente distinto de qualquer outra pessoa no planeta! Só posso pensar no quão enriquecedora e desafiadora é essa experiência! Por que será então que, nós mulheres, vivemos a todo momento tentando abrir mão de tal privilégio em nome de um desejo muitas vezes egoísta e insípido de receber glórias exclusivamente humanas? Ou não seria nossa falta de fé a qual chamamos de “ajuda nas despesas” a justificativa pra deixarmos nossos filhos aos cuidados de terceiros enquanto estamos cuidando dos interesses de terceiros em detrimento de nossa própria família? Parece que não nos damos conta dos riscos aos quais expomos nosso filhos! Não percebemos o quanto perdemos de diariamente confrontá-los com o evangelho, além disso, comprometemos a saúde do nosso relacionamento conjugal, e vivemos às cegas sem pensar que podemos colher consequências eternas!
Uma das coisas que sempre me vem à mente quando me sinto tentada a dar continuidade aos meus estudos, por exemplo, mesmo sabendo que tenho três filhas pequenas, que foram confiadas por Deus a mim, é a seguinte:
No dia em que eu me apresentar diante do meu Deus, o que será que ele vai me perguntar:
- Por que não você não fez uma pós-graduação naquela oportunidade?
- Por que você não “administrou” melhor seu tempo para fazer aquele curso que você tinha condições de pagar?
- Por que você não aceitou aquela proposta de emprego? Você estaria livre nos finais de semana e isso aumentaria a renda da família!
Não. Tenho certeza que essas não vão ser as perguntas de Deus. Quando eu chegar ao céu e estiver diante dele, sei que ele vai me perguntar:

Filha, o que foi que você fez com os filhos que eu te dei?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Por que me sinto tão cansada? (Parte 2)


“Por que me sinto tão cansada?” não é uma pergunta tão simples de se responder. Para encontrar a resposta é preciso descobrir o que fazemos para aliviar nosso cansaço. Geralmente, a exaustão não é somente física, mas muitas vezes espiritual. Isso porque nós nunca podemos falar de seres humano como sendo entidades meramente físicas. Todo ser humano é essencialmente composto por corpo e espírito. Foi o próprio Deus quem nos fez dessa forma, ele compartilhou do seu Espírito quando soprou nas narinas de Adão e o tornou “alma vivente”. Que extraordinário pensar que o próprio Deus, com suas mãos e doando do seu próprio ser formou cada uma de nós!

Por essa razão precisamos pensar que diante das nossas demandas diárias, para as quais precisamos estar fisicamente preparadas e bem alimentadas, jamais podemos abrir mão daquilo que alimenta nosso espírito! Assim como a oração é a “respiração” do cristão (veja post anterior) e sem ar nós não podemos sobreviver, a leitura da Palavra, das Escrituras Sagradas, é uma das mais poderosas ferramentas que o próprio Deus nos disponibiliza para garantir nosso vigor espiritual. 

Em certa ocasião, Deus chamou a atenção do povo de Israel por meio do profeta Isaías sobre um desânimo que imperava nos corações daquelas pessoas. Sua pergunta foi: ‘Por que você reclama, ó Jacó, e por que se queixa, ó Israel: "O Senhor não se interessa pela minha situação; o meu Deus não considera a minha causa"?’
A resposta de Deus foi imediata: “Será que você não sabe? Nunca ouviu falar? O Senhor é o Deus eterno, o Criador de toda a terra. Ele não se cansa nem fica exausto, sua sabedoria é insondável. Ele fortalece ao cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças. Voam bem alto como águias; correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam.” (Is 40.28-31)

O próprio Deus nos garante vigor e isso é absolutamente possível quando trazemos à memória aquilo que pode nos dar esperança. E como é que fazemos isso? A resposta é simples: lendo a Palavra deixada por esse mesmo Deus.
Se nós não gastamos tempo lendo a Bíblia, se não nos interessamos em ouvir o que o nosso Deus, aquele que nos criou e que formou cada célula do nosso ser, e que sabe exatamente quais são as nossas necessidades físicas e espirituais, jamais vamos ter a vivacidade necessária para os muitos embates do nosso cotidiano. 

Não é preciso uma rotina exaustiva e cronometrada para que nosso vigor espiritual esteja comprometido. Vejo muitas mulheres que não trabalham fora, possuem horários flexíveis, mas que em seu dia a dia sentem-se esgotadas e tomadas pelo desânimo. Não encontram prazer em suas tarefas domésticas, sentem-se oprimidas por suas responsabilidades como donas de casa e educadoras de seus filhos e veem sua vida com olhos negativos e pesarosos. É simplesmente impossível sentir alegria e bom ânimo sem o alimento que Deus nos oferece em sua Palavra. 
Além disso, se nós não nos alimentamos corretamente com o conhecimento da vontade de Deus para nossa vida, como vamos ter palavras de encorajamento para nosso marido? Como vamos alimentar espiritualmente nossos filhos? Como vamos ser sábias em aconselhar, consolar e auxiliar nossas irmãs, amigas, vizinhas? Se não estivermos bem alimentadas, como vamos oferecer alimento a quem está à nossa volta? Como vamos dar daquilo que não temos?

Não podemos jamais nos esquecer que se por um homem entrou a morte, a corrupção dos nosso corpo físico, também por um homem veio a Ressurreição. Paulo, ao exortar seus irmãos coríntios diz: “Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados”. (1Co 15.21)

Cristo, por meio de sua morte, nos dá vida! Portanto, jamais podemos ignorar ou deixar de dar a devida importância à leitura das palavras vivificantes que ele mesmo nos deixou, registradas em sua Palavra. Devemos entender que por mais agitada e cheia de compromissos que seja a nossa vida, por mais atarefado que seja o nosso dia a dia, é crucial à nossa sobrevivência o alimento que somente a Bíblia pode nos fornecer. Não podemos arranjar desculpas para nossa negligência com a leitura da Palavra de Deus, pois não existem justificativas para nossas murmurações e desânimo!

Precisamos ter sempre em mente que: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo." (2Co 4.8-10)

Como é possível viver dessa forma sem lutar com diligência contra o que nos impede de buscar a Palavra de Deus diariamente? Lute, e experimente o renovar de suas forças, porque quem nos sustém é aquele que nunca se cansa e nem se fatiga.