quarta-feira, 19 de junho de 2013

Chegou a hora: vamos falar de Redenção!

Antes de começar a ler esse texto, talvez você precise abrir mão de algumas ideias pré concebidas sobre Religião, Cristianismo, Teísmo e afins. Feito isso, podemos prosseguir.

Não há o que negar. De fato, hoje há um grito aflito e esperançoso na voz de cada cidadão brasileiro. Miséria, violência, analfabetismo, desemprego, corrupção, todo esse cenário de injustiças que até então acompanhávamos de nossas casas, atingiu proporção tal que obrigou o nosso povo a sair de sua zona de conforto. Demorou, mas achávamos que nunca iria acontecer.

Isso me leva a pensar justamente naquilo que tem motivado e norteado essa grande movimentação de pessoas, das mais variadas esferas, e que ultrapassa inclusive as fronteiras nacionais. É emocionante vislumbrar que ainda resta uma força e que essa força parece estar de fato abalando estruturas que foram alicerçadas basicamente sobre a opressão ao mais fraco.

Aí me pergunto? Qual é a reposta a esse clamor? Será que esse quadro desolador no qual o Brasil se encontra, na verdade, não é fruto do comportamento de uma sociedade que adotou o Relativismo como prerrogativa pro seu modus vivendi? Será que não estamos colhendo o que plantamos em todos esses anos quando adotamos o lema da tolerância para abraçar qualquer ideia, pensamento, opinião? Será que esse clamor não significa que viver essa relatividade faz com que o feitiço se vire contra o feiticeiro?

Essa indignação legítima e acertiva que tem mobilizado alguns milhares de brasileiros reflete uma afirmação simples: tolerância tem limite. Ok, você e eu estamos de acordo até aqui. O problema é que isso ainda não responde minha inquietação. E faço uma nova pergunta: qual é esse limite? E quanto a isso, tenho ainda mais perguntas.

1.               Pra você que tem participado ativamente das manifestações (estou definitivamente excluindo os vândalos e arruaceiros, vulgo bandidos) e não é adepto de qualquer movimento vinculado a uma religião:
- O que te faz pensar que quando você estiver no poder não se sentirá tentado a agir da mesma maneira que aqueles que já estão nessa posição? Driblar a malha fina, molhar a mão do guarda que te para numa blitz, mentir pro seu filho sobre o motivo de ter chegado em casa tão tarde, me parecem atos tão sujos quanto o que vemos entre os detentores do poder.
- Quais mecanismos de defesa você pretende utilizar para também não ser enredado por toda sorte de propostas e oportunidades caso você troque de lugar e assuma o posto de governante? Afinal, soaria um tanto quanto arrogante pensar que você ou eu não estamos sujeitos aos mesmos erros.
Você pode até responder: vou usar a Ética, pois afinal o que se tem visto até agora é uma total falta dela. Concordo. Mas a dúvida ainda persiste. Quem é que dita essas regras? De onde elas vêm? Será que não é preciso que haja uma fonte pura e isenta que nos dite com retidão e justiça quais de fato são os reais padrões daquilo que chamamos de Ética?

Por volta do ano 600 a. C. foi ouvido o seguinte clamor, proferido por Habacuque, um nome importante entre os israelitas de sua época:
“Por que me fazes ver a injustiça, e contemplar a maldade? A destruição e a violência estão diante de mim; há luta e conflito por todo lado. Por isso a lei se enfraquece e a justiça nunca prevalece. Os injustos prejudicam os justos, e assim a justiça é pervertida”.
Isso só confirma que as lutas de hoje são as mesmas de ontem, pois o que está em jogo não é a época ou o contexto sócio-econômico, mas sim os protagonistas de cada momento histórico, e esses somos eu e você.

Aí vem mais uma pergunta:
Você já parou pra pensar por que? Gostaria que você não interrompesse sua leitura aqui e se lembrasse do primeiro parágrafo do texto, embora vá me dirigir também a outros que partilham das mesmas indignações, mas ao mesmo tempo alimentam sua fé.

2.               Pra você, cristão, ou seja, que tem o legado de Jesus Cristo e sua Palavra como princípio norteador de sua vida:
- Será que não está na hora de mostrar um caminho que responda a todas essas inquietações?
- Será que não chegou a hora de gritar aos quatro ventos que enquanto cada ser humano não reconhecer que está sujeito aos mesmos atos corruptos praticados pelos donos do poder nada vai mudar?

Não quero mais perder a oportunidade de falar que sem os freios da ação de Deus sobre minha vida, cometeria as mesmas sujeiras e abusos que tanto condeno e abomino. Não posso me isentar de dizer que essa luta contra a opressão do mais fraco só tem sentido se eu, ao educar meus filhos, mostro a eles que a vida é muito mais que trabalhar pra encher a casa de supérfluos enquanto meu igual nem casa tem.

Essa luta não é nova. Ela existe por que o meu e o seu coração foram marcados por uma coisa que se chama pecado, e que embora soe piegas, démodé, é o que prevalece quando eu e você não temos humildade suficiente pra reconhecer que não somos perfeitos!

Não dá pra falar de mudança na sociedade sem falar de Redenção!
A nossa sociedade brasileira está carente por redenção! No fundo, no fundo, ela está gritando por um Salvador! A questão é que só existe um Salvador da Humanidade, Jesus Cristo! Ele morreu, mas ainda está vivo, você acredite ou não! Aqueles que creem nisso não se tornam melhores ou mais perfeitos. A grande diferença é que quando isso passa a ser verdade na vida de alguém, essa pessoa assume um compromisso de fidelidade, e vai viver sua vida numa busca incessante por fazer jus ao que recebeu: a sua redenção!

Renda-se! Admita que você não vai conseguir levar a cabo sua sede de justiça se não se aliar profundamente a uma força maior que você! Talvez esteja na hora de você deixar cair as escamas que ainda te fazem enxergar a relação com Deus insípida e sem sentido!

“Ele (Deus) mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige de ti: que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus.” (Mq 6.8)

Mas se você não se comprometer com Ele, como pretende fazer isso?





Nenhum comentário:

Postar um comentário